Feitiçaria

Feitiçaria

Feitiçaria designa a prática ou celebração de rituaisorações ou cultos com ou sem uso de amuletos ou talismãs (objectos ao qual são atribuídos poderes mágicos), por parte de adeptos do ocultismo com vista à obtenção de resultadosfavores ouobjectivos que, regra geral, não são da vontade de terceiros.

Pode estar relacionada com cultos às forças da natureza ou aos antepassados já falecidos, sendo que está também frequentemente relacionada com o uso de artes consideradas mágicas, à invocação de entidades , como por exemplo, espíritos, deuses, gênios ou demônios, ou o emprego de diversas formas de adivinhação.

Os praticantes e líderes da feitiçaria, designados de feiticeiros, gozavam de uma considerável influência social em diversascomunidades, sendo encarados como líderes religiosos ou conselheiros.

Etimologia

O termo grego usado para feitiçaria é farmakía, que significa "drogueadores", no sentido de preparadores de drogas com fins terapêuticos a partir de plantas. Para além da intenção de curar, os feiticeiros também usavam drogas para induzir estados alterados de consciência para ascender ao Mundo dos Espíritos.

Lendas

Pré-colombianas

Segundo previsões maias e astecas o segundo filho(a) de uma família de 2 pessoas tendo a mãe sendo gerada 7 dias antes do filho primogênito, indiferentemente os anos, o pai nascido 1 mês após e no último dia do mês, o último filho sera amaldiçoado severamente, principalmente se nascer em um dia antes que a mãe, principalmente, indiscutivelmente e levando em conta a matriz antropológica e referencial da vida soberana e ética humana se for nomeada de um nome de 6 (seis) letras e iniciada com "L". Essa e uma lenda grega.

História

Em tempos remotos, os feiticeiros eram considerados curandeiros no seio das comunidades.Esse tipo de prática vigora sob diversos nomes e possui diversos adeptos.

Fenômeno cultural

Xamanismo

Nas culturas xamânicas, o xamã (sacerdote feiticeiro) se diferencia dos demais magos, curandeiros ou feiticeiros, pela forma de comunicação com o Mundo dos Espíritos. Num estado detranse, o xamã transporta-se para outros planos (o chamado “voo mágico”), enquanto os outros invocam os Espíritos para seus rituais e trabalhos mágicos. O xamã é escolhido por um “chamamento”, por herança ou por aprendizagem. Logo após a sua escolha, entra num estado alterado de consciência similar ao coma profundo, no qual é levado para a caverna dos antepassados. É então concedido a ele o direito de cura de todas as doenças.

Vodu

O Vodu é uma tradição afro-derivada recheada de elementos de feitiçaria vudu, ao passo que cultuam os lwas (da categoria Rada, equivalentes des Orixás), também reconhecem deidades nativas das terras do Haiti (da categoria Petro), estando acima destas categorias o Casal Supremo, Dambalah e Aiyda Wedo, as duas serpentes celestiais. Vários elementos da feitiçaria européia encontram solo comum nesta tradição, em uma influência de mão dupla. A imagem preconcebida de que o Vudu é apenas um conjunto de rituais de “magia negra” foi propagada por colonizadores europeus e, mais tarde, pela indústria de Hollywood, tanto por racismo como por sensacionalismo. Os rituais de invocação de demônios por parte de algumas pessoas, são considerados um desvio da realidade.

Conceito bíblico sobre feitiçaria

O Antigo Testamento repudia a feitiçaria.

No entanto, de um lado, em Êxodo, lê-se “Não permitirás que viva a feiticeira”; de outro lado, vemos em I Samuel 28: 7 a 9 o rei Saul, que havia expulso do reino as necromantes e adivinhos, consultar a pitonisa de Endor para que esta consultasse o espírito de Samuel, para que ele o aconselhasse. De uma forma geral, os teólogos afirmam que Saul foi consultar a pitonisa porque Deus não o respondia por meio dos profetas, e nem por meios tradicionais da época, porquanto tinha se afastado dele.

No Novo Testamento, assim como no Antigo, as artes mágicas são repudiadas. Os textos mais antigos do Novo Testamento, as cartas de Paulo, falam do constante intercâmbio dos cristãos primitivos com o plano invisível. No entanto, completamente diferente da feitiçaria, que era praticada por muitos povos pagãos. Como exemplos, vide I Coríntios 14; I João 4:1-3 e Tessalonissences 5: 19-21. Paulo entendia como “feiticeiro” aquele que praticava o intercâmbio com os demônios, que nos cultos pagãos eram tidos como deuses ou espíritos de mortos.

Conceito de feitiçaria conforme a Bruxaria

Feitiço é o gênero de magia cujo objetivo é interferir no estado mental, astral, físico e/ou na percepção que outra pessoa tem da realidade. O uso de forças, entidades e/ou energias não pertencentes ao plano físico para interferir no plano físico é magia mas não é feitiçaria, tendo fins muito diversos da interferência no estado mental, astral, físico e/ou na percepção que o sujeito tem da realidade. Cumpre ainda acrescentar que, sendo um dos princípios lapidares da bruxaria jamais interferir no livre-arbítrio de outrem, a feitiçaria deve ser utilizada exclusivamente para fins curativos e, sobretudo, para recuperação em casos de depressão em que a vítima não tem condições de agir por si. Enfeitiçar para fins egoístas consiste, portanto, em mau uso desta prática, geralmente ocorrendo como resultado da usurpação de algum conhecimento sagrado por pessoas pouco evoluídas espiritualmente e não ligados a nenhuma Tradição Bruxa.

Nos dias atuais, devido à sua eficácia, a Feitiçaria vem sendo utilizada por inúmeros segmentos religiosos, tanto para as denominadas religiões como para as denominadas cultos... A partir do século IXX, a Feitiçaria deixou de ser praticada com exclusividade e acabou se incorporando a outros segmentos cuja doutrina é semelhante à sua prática; No Brasil temos grandes Mestres da Feitiçaria, sendo que alguns levam uma vida aparentemente comum, praticam a Feitiçaria de forma oculta; Dentre alguns nomes conhecidos da Feitiçaria podemos citar Maga Magali, Maga Athalanta, Maga Lúmina-Ra, Mago Vitor Jadim, Mago Barão, Mago Magnus e Mago Excelco; Nas práticas atuais a Feitiçaria é utilizada para alcançar auxílio na saúde, na vida profissional, social, amorosa e até mesmo para resolver problemas familiares, totalmente diferente do que era praticado quando surgiu e era praticada por Feiticeiros que se dedicavam única e exclusivamente à sua pratica;

Conceito de feitiçaria conforme a magia ritualística

 Eliphas Lévi, em seu "Ritual e Dogma de Alta Magia", diferencia a magia divina como a busca pelo conhecimento da natureza divina e sua criação, com a magia prática sendo a ciência que usa esse conhecimento (como exemplo a Cabala Hermética), enquanto a feitiçaria seria a corrupção dessas mesmas forças da natureza para o controle psíquico de outros seres e satisfação egoica da própria busca pelo poder.

Conceito de feitiçaria segundo Carlos Castaneda

Castaneda era um antropólogo aprendiz de um feitiçeiro chamado Don Juan Matus, de uma linhagem que remontava muitos séculos, uma prática quem vem do México Antigo mantida em segredo até castaneda abri-la ao publico: para ele a feitiçaria é um conjunto de práticas, que visam romper as barreiras comuns que os seres humanos tem como base da realidade. O praticante da feitiçaria deve ser um guerreiro, ter disciplina , perseverança e coragem para entrar em mundos perceptivos diferentes dos que são comumente acordados por todos os seres humanos. Don Juan ensina que há o tonal, uma ilha, em que se dá a percepção que conhecemos como verdadeira, e um mar que a cerca, o nagual, o obscuro mar da consciência. O guerreiro se utiliza da arte do sonhar, que consiste em vencer etapas e praticar com constância durante o sonho, para despertar seu corpo energético, o seu duplo, capaz de atos inimagináveis, os videntes antigos descobriram que nosso verdadeiro ser é um ovo luminoso e este ovo possui um ponto onde a percepção se dá, melhor traduzido como "ponto de encaixe", que quando se move gera percepções de outros mundos. Outra pratica do guerreiro é a espreita: O guerreiro deve ter disciplina, que consiste em tirar o melhor proveito de qualquer situação imaginada. Para essa linhagem, o universo é movido por uma força chamada intento, e o guerreiro deve intentar ser um sonhador. Outra prática é a da recaptulação, que consiste em levar a luz da consciência aos momentos passados para desfazer os nós energéticos, se livrar da energia que deixaram em nós e recuperar a energia desprendida. O guerreiro também tem consciência da existência de seres inorgânicos, que muitas vezes podem nos assustar, mas não chegam a nos fazer mal, podendo se tornar nossos aliados.

Perspectiva do Espiritismo

Segundo o Espiritismo a Feitiçaria é um culto com raízes africanas.

Creem que a feitiçaria não foge ao domínio das forças naturais, sendo os ditos feiticeiros homens dotados de capacidades psíquicas e que sempre são auxiliados por espíritos, em geral de grande poder magnético, mas de moralidade inferior. Os espíritos que atuam nos rituais de feitiçaria influenciam poderosamente nos resultados desses rituais, em que há troca de energias em ambos os planos. Os espíritos da feitiçaria atuam recebendo pagamentos que são: sangue de animais, bebidas, perfumes e uma infinidade de objetos que valorizam, apesar da dimensãoincorpórea em que se encontram. São em geral espíritos arrogantes, agressivos e muito autoconfiantes.

Seus trabalhos, entretanto, não podem afetar pessoas que lhes sejam superiores em moralidade ou cercadas por forças espirituais de ordem superior. Os espíritos dessa ordem, ainda é preciso que se diga, resolvem suas questões muitas vezes mediante o enfrentamento de espíritos contrários que atuam no mesmo dimensionamento, podendo perder ou ganhar uma disputa (demanda, no jargão mágico), de acordo com as falanges que estejam ao seu alcance mobilizar. A associação com determinados médiuns, mais ou menos dotados de poderes magnéticos, a determinação e a firmeza com que se postam, ajuda a definir também o alcance das influências a que se entregam.

Existem grandes associações de feitiçaria no plano espiritual, tanto quanto existem na Terra. A feitiçaria pode ser classificada como uma ação de interferência no ritmo normal da vida a partir do plano extra-físico, já que aqueles que se entregam a ela sabem que o mundo espiritual determina em grande parte a dinâmica do mundo físico e que, de lá, fica às vezes bem mais fácil influir sobre as situações e as pessoas, pois se conta com a influência mental sutil e a invisibilidade em relação aos indivíduos no plano físico, os quais geralmente não possuem clarividência.