Essênios (Religiões)

Essênios (Religiões)

Os Essênios (português brasileiro) ou Essénios (português europeu) (Issi'im) constituíam um grupo que teve existência desde mais ou menos o ano 150 a.C. até o ano 70 d.C. Estavam relacionados com outros grupos religioso-políticos, como os saduceus.

O nome essênio provém do termo sírio asaya, e do aramaico essaya ou essenoí, todos com o significado de médico, passa por orum do grego (grego therapeutés), e, finalmente, por essenido latim. Também se aceita a forma esseniano.

Descobertas

Dentre as comunidades, tornou-se conhecida a de Qumran em 1955, nas regiões do Qumran, zona árida e quente próximo ao Mar Morto, foram encontrados jarros com manuscritos que continham documentos, revelações, leis, usos e costumes de uma comunidade de essênios. O Essenismo é transcrito pela primeira vez por Filon e Flávio Josefo, onde citavam que era uma ordem que havia se afastado do judaismo tradicional por motivos desconhecidos, seus costumes se diferenciam em determinados pontos. Iniciaram seus estudos nos séculos que vão desde o ano 150 (A.C) ao 70 (D.C.). O Essenismo foi melhor revelado na história oficial, pela descoberta dos famosos "Manuscritos do Mar Morto", que são uma coleção de centenas de textos e fragmentos de texto encontrados em cavernas de Qumran. Mesmo após décadas de trabalho e controvérsias, a tradução integral dos manuscritos do mar Morto foi completada em 2002. 1

 

História

Durante o domínio da Dinastia Hasmonéa, os essênios foram perseguidos. Retiraram-se por isso para o deserto, vivendo em comunidade e em estrito cumprimento da lei mosaica, bem como da dos Profetas. Sabemos a seu respeito por Flávio Josefo (historiador oficial judeu) e por Fílon de Alexandria (filósofo judeu). Flávio Josefo relata a divisão dos judeus do Segundo Templo em três grupos principais: SaduceusFariseus e Essênios.

 

Doutrina

  • Vestiam-se sempre de branco;
  • Acreditavam em milagres pela mão, milagres físicos e benção com as mãos.
  • Realizavam curas com ervas medicinais e aplicação de argila;
  • Aboliam a propriedade privada;
  • Eram todos vegetarianos;
  • Alguns mestres não se casavam, todavia o celibato não era obrigatório;
  • Tomavam banho antes das refeições;
  • A comida era sujeita a rígidas regras de purificação.
  • Eram chamados de nazarenos por causa do voto nazarita.
  • Realizavam o ritual do Batismo nas águas aos iniciados;
  • Guardavam o Nome de Deus, dito impronunciável pelos Fariseus e Saduceus, o tetragrama sagrado YHWH (pronunciado como Yah ou Jah na tradição Essênia.)
  • Era costume que os nomes de seus membros tivessem o nome de Deus, ex: Obadias = ObadiYah, Jeremias = YarmiYah, João = YahUkhanaan, Jesus ou Josué = YahShua;
  • Acreditavam que a Natureza, os seres humanos e todas as coisas vivas eram o verdadeiro Templo de Deus, pois Ele não habitava em lugares feitos pelas mãos dos homens, mas sim as coisas vivas e que as ofertas a Deus eram o partilhar da comida para com os famintos, sejam homens ou animais.

Acreditavam que o milagre de Deus já estava feito,ao contemplar as maravilhas já existentes no planeta, e qualquer alteração era o livre árbitrio criminal do homem

  • Rejeitavam as práticas Farisaicas de sacrifício de animais para expiação dos pecados;
  • As mulheres eram iguais aos homens na sociedade, podendo inclusive serem Mestres da justiça (acredita-se que Maria, a mãe de Jesus e Maria Madalena foram Mestres da Justiça.)
  • Não tinham amos nem escravos. A hierarquia estabelecia-se de acordo com graus de pureza espiritual dos irmãos, os sacerdotes que ocupassem o topo da ordem.

Eles se proclamavam "a nova aliança" de Deus com Israel, mais tarde este mesmo termo aparece na literatura cristã como "novo testamento" e tambem grande parte das práticas judaica essênias.

 

Segundo Christian Ginsburg (historiador orientalista), os essênios foram os precursores do Cristianismo, pois a maior parte dos ensinamentos de Jesus, o idealismo ético, a pureza espitirual, remetem ao ideal essênio de vida espiritual. A prática da banhar-se com frequência é fruto do ritual da Tevilah, onde o Judeu mergulha em um micvê em certas ocasiões para se purificar.